Sugestão de Leitura | O sucesso depende da emoção que colocamos no que fazemos
O Sucesso depende da emoção que colocamos no que fazemos.
Por João Neto, empresário, autor e ultramaratonista
Desde muito cedo que me dediquei aos negócios e rapidamente aprendi que “O Sucesso depende da emoção que colocamos no que fazemos”
Liderar é como quem compete ao mais elevado nível. Exige visão, foco, caráter, disciplina e muita resiliência.
Numa época em que tudo parece estar ao alcance de um click, aumentam os desafios para os gestores dos dias de hoje. Vivemos um tempo em que liderar deixou de ser apenas gerir recursos, definir objetivos e acompanhar resultados. Liderar é, cada vez mais, uma prática consciente, exigente e profundamente humana. Ao longo do meu percurso enquanto empreendedor, na gestão e na liderança, descobri no desporto uma das metáforas mais poderosas para compreender o que verdadeiramente distingue líderes comuns de líderes transformadores.
O empreendedor é, por natureza, um atleta de alta competição. Move-se num ambiente de incerteza, toma decisões sob pressão, aprende com a derrota e celebra vitórias, sabendo que são sempre temporárias. Tal como no desporto, não basta ter talento, é preciso disciplina, caráter e capacidade de adaptação que sustentem o desempenho coletivo a longo prazo e de forma consistente.
Liderança é a Maratona que Une Gestores, Empreendedores, colaboradores e Desportistas.
Num mundo organizacional cada vez mais volátil, falar de liderança é falar de resiliência, visão e capacidade de adaptação. Curiosamente, esses atributos não se confinam às salas de reunião ou aos ecossistemas de inovação. São também marcas profundas do desporto de alta performance. Eu, enquanto maratonista, estabeleço permanentemente analogias claras entre as vertentes pessoal, profissional e desportiva, partilhando essas aprendizagens com as minhas equipas e integrando-as no ADN da empresa.
A Vida empresarial, tal como uma maratona, não é apenas uma prova física; é um exercício contínuo de liderança pessoal. Assim como um gestor ou um empreendedor, o maratonista começa com um propósito claro. Há um objetivo final, a meta, mas o verdadeiro desafio está no percurso.
Planeamento, disciplina, capacidade de ler o contexto e tomada de decisões em tempo real fazem parte da corrida, seja numa prova desportiva, seja num qualquer projeto profissional.
Eu, enquanto gestor da minha organização e maratonista, lidero equipa em percursos longos, onde resultados sustentáveis importam mais do que vitórias rápidas. Conhecendo bem o ritmo da minha organização, otimizo recursos de forma sistemática, antecipo obstáculos e mantenho, em simultâneo, a motivação coletiva, sobretudo nos momentos mais desafiantes quando o cansaço aparece.
Na gestão operacional da minha organização, que conta com mais de 30 anos de atividade ininterrupta, inúmeras vezes corro em terrenos desconhecidos. Assumo riscos, enfrento incertezas e aprendo a reajustar a estratégia em plena corrida. Tal como no desporto, aceito que haverá momentos de dor, dúvida e solidão, mas mantenho o foco na visão inicial, alcançar a meta.
Na minha longa carreira profissional, tenho procurado demonstrar, através da liderança, que o objetivo não é apenas chegar primeiro, mas principalmente terminar forte, com consistência e com um propósito credível de continuidade.
Esta capacidade de evoluir com foco e perseverança transforma cada desafio numa oportunidade de superação e conquista duradoura.
Neste contexto, organizações como a PWN Lisbon (Professional Women’s Network) assumem um papel estratégico fundamental. Na PWN Lisbon, tenho testemunhado o impacto real de uma comunidade que trabalha ativamente para desenvolver liderança feminina, promover igualdade de oportunidades e apoiar organizações na construção de culturas mais inclusivas e sustentáveis. Não se trata apenas de equidade de género, mas sim de elevar o nível da liderança como um todo.
Este artigo faz parte de uma parceria editorial estabelecida entre a PME Magazine e a PWN Lisbon.
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